02 de junho de 2026, entra em vigor uma das medidas mais importantes da história recente da dermatologia brasileira: o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu oficialmente o uso do PMMA (polimetilmetacrilato) por médicos como substância de preenchimento estético ou reparador em todo o Brasil. A decisão veio através da Resolução nº 2.461/2026, publicada no Diário Oficial da União.
Como dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, vou te explicar exatamente o que isso significa, por que essa decisão era tão esperada e quais são as alternativas seguras para quem deseja cuidar da estética com responsabilidade.
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O PMMA está proibido no Brasil?
Sim. Desde 02 de junho de 2026, com a publicação da Resolução nº 2.461/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM) no Diário Oficial da União, o uso do PMMA (polimetilmetacrilato) por médicos como substância de preenchimento — para fins estéticos ou reparadores — está oficialmente proibido em todo o território nacional. A única exceção é para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, exclusivamente no SUS, em unidades de alta complexidade credenciadas. Médicos que descumprirem a resolução podem ter o registro profissional cassado.
O CFM também solicitou à Anvisa que banisse a substância do mercado brasileiro. As alternativas seguras incluem bioestimuladores de colágeno (Radiesse) e preenchedores a base de ácido hialurônico, todos com perfil de segurança consolidado.
O que é o PMMA?
O PMMA (polimetilmetacrilato) é um componente plástico usado há décadas em várias aplicações médicas legítimas (cimento ortopédico, lentes de contato, implantes específicos). Na estética, vinha sendo aplicado como gel injetável com microesferas plásticas suspensas, atuando como preenchedor permanente do rosto, glúteos, peito, panturrilha e outras áreas.
A grande diferença em relação a alternativas como ácido hialurônico, Sculptra ou Radiesse é que o PMMA não é absorvido pelo organismo. Ele permanece para sempre — e é justamente essa permanência que está por trás das complicações que motivaram a proibição.
O PMMA está proibido desde quando?
A proibição entra em vigor em 02 de junho de 2026, data da publicação da Resolução nº 2.461/2026 do CFM no Diário Oficial da União. A medida foi anunciada oficialmente em coletiva de imprensa no dia 29 de maio de 2026.
O que diz a Resolução 2.461/2026 do CFM
A resolução é clara e contundente. A partir de hoje (02/06/2026):
- Está proibido o uso médico do PMMA como substância preenchedora em todo o Brasil
- A proibição vale tanto para fins estéticos quanto reparadores
- Publicidade que mencione o uso do PMMA por médicos também passa a ser proibida
- A única exceção é o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, exclusivamente no SUS, em unidades credenciadas e seguindo protocolos do Ministério da Saúde
- Qualquer uso ou publicidade do PMMA por médicos passa a ser infração ética, independentemente de chegar denúncia ou de o paciente ter sido prejudicado
Em entrevista oficial, a relatora da resolução, conselheira federal Graziela Bonin, foi direta: “A partir de agora, qualquer uso do PMMA e a publicidade de que está usando o PMMA passa a ser uma infração, independentemente de eventual dano.”
O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, reforçou: “O PMMA é uma substância que, como preenchedor, causa sequelas irreversíveis e até a morte, o que é inadmissível quando temos produtos mais eficientes e mais seguros disponíveis para a população.”
Por que o CFM proibiu o PMMA?
A proibição não veio do nada — é resultado de anos de alertas, casos graves e mortes associadas à substância.
O caso que acelerou a proibição
Em 26 de maio de 2026 — poucos dias antes da resolução — a maquiadora Roseli Fernandes, de 48 anos, morreu em São Paulo menos de 24 horas após receber PMMA nos glúteos e nas coxas. O caso teve enorme repercussão e expôs a gravidade do problema.
Mais de 17 mil complicações em um ano
Pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), ainda em 2016, já apontava mais de 17 mil complicações em um único ano decorrentes de implantes com PMMA no Brasil. As complicações vão desde nódulos e infecções persistentes até necrose, embolias, insuficiência renal e morte.
Alertas históricos das sociedades médicas
- A SBCP se posiciona contrariamente ao uso estético do PMMA há mais de uma década
- O CFM vinha alertando para os riscos desde 2013, com o Parecer nº 5/2013
- A SBD sempre desaconselhou o uso estético da substância
Casos famosos que vieram à tona
Em novembro de 2024, Maíra Cardi revelou que precisaria passar por cirurgia complexa para remover PMMA aplicado em seu rosto 18 anos antes. Em maio de 2026, a repórter Ju Massaoka, do Mais Você, contou em rede nacional que quase perdeu o nariz após descobrir que havia recebido PMMA sem consentimento durante uma rinoplastia.
Para que o PMMA foi originalmente aprovado?
O uso aprovado pela Anvisa é muito restrito: correção de deformidades graves em pacientes com lipodistrofia por HIV e outras condições reparadoras específicas, principalmente causadas por sequelas de doenças como a poliomielite (paralisia infantil).
Não foi aprovado para fins estéticos — nem para aumento de glúteos, nem para peito, nem para rosto, nem para nada do que vem sendo vendido como “remodelação corporal” por aí.
Esse uso estético é considerado irregular e é desaconselhado por todas as principais sociedades médicas brasileiras.
Quais são os riscos do PMMA para a saúde?
Uma revisão científica integrativa publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica analisou 38 estudos e 587 casos de complicações com PMMA. Os achados são alinhados com o que estamos vendo nos noticiários.
Complicações locais
- Nódulos endurecidos meses ou anos depois da aplicação
- Granulomas (reações inflamatórias crônicas do organismo contra o material)
- Migração do produto para áreas vizinhas
- Infecções persistentes
- Necrose tecidual (morte do tecido)
- Deformidades irreversíveis do rosto, glúteos, peito, etc.
Complicações sistêmicas
- Embolias (obstrução de vasos quando o material é injetado em vaso)
- Hipercalcemia (aumento perigoso de cálcio no sangue)
- Insuficiência renal aguda e crônica
- Infecções generalizadas (sepse)
- Mortes documentadas na literatura médica e nos noticiários
Complicações imunológicas tardias
Por não ser absorvido, o PMMA pode disparar reações imunológicas anos depois da aplicação — quando muitas pacientes já se esqueceram que fizeram o procedimento.
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O médico que aplicar PMMA pode ser punido?
Sim. Médicos que descumprirem a Resolução 2.461/2026 podem ter o registro profissional cassado pelo CFM. Em casos de complicação grave, podem responder também na esfera criminal — segundo a CNN Brasil, o uso pode gerar detenção dentro do escopo de lesão corporal ou exercício irregular.
A publicidade do PMMA também é infração, mesmo sem aplicação efetiva ou sem dano ao paciente.
Já fiz PMMA. O que devo fazer?
Primeiro, calma. Nem toda paciente que fez PMMA terá complicações graves. Mas todas devem manter cuidado:
- Procurar um dermatologista ou cirurgião plástico para avaliação
- Informar sempre quando for fazer qualquer outro procedimento estético, especialmente cirurgias
- Estar atenta a sinais de alerta: novos nódulos, vermelhidão persistente, dor, deformações, mudanças na área aplicada
- Não aceitar “complementar” o PMMA com mais PMMA — agora é prática proibida
- Procurar atendimento médico imediato se sentir dor intensa, falta de ar, batimentos acelerados ou mal-estar
A vigilância é a melhor estratégia. Quando há complicação que justifique remoção, ela é complexa e geralmente cirúrgica — por isso o acompanhamento médico contínuo importa tanto.
Como remover o PMMA do corpo?
A remoção do PMMA é complexa e, na maioria dos casos, exige cirurgia. Diferente do ácido hialurônico, não existe “antídoto” químico (como a hialuronidase) que dissolva o PMMA. A retirada cirúrgica pode deixar sequelas e exige planejamento médico cuidadoso.
A indicação de remoção depende da presença de complicações como nódulos, granulomas, infecção ou deformidade — não é feita “preventivamente” em todos os casos. Por isso o acompanhamento médico individual é essencial.
O que substitui o PMMA com segurança?
A boa notícia: existem várias alternativas legítimas, aprovadas e seguras para os mesmos objetivos estéticos que o PMMA prometia entregar. Tudo em mãos médicas, com produtos originais.
Para definir contorno e dar projeção (rosto e corpo)
- Ácido hialurônico (Restylane) — preenchedor reversível, com perfil de segurança consolidado mundialmente
Para estimular colágeno e firmeza
- Sculptra (ácido poli-L-láctico) — bioestimulador injetável que ensina a pele a produzir o próprio colágeno
- Radiesse (hidroxiapatita de cálcio) — bioestimulador com leve efeito de sustentação imediata
Para flacidez e lifting não cirúrgico
- Liftera 2 (ultrassom microfocado) — efeito lifting de verdade, sem agulhas
- CoolFase (radiofrequência coreana) — firmeza e densidade da pele
Para aumento corporal (glúteos, peito)
- Cirurgia plástica com prótese ou enxerto de gordura (lipoenxertia) feita por cirurgião plástico — única alternativa segura para aumento real de volume corporal
- Ácido hialurônico (Restylane Shape) — preenchedor reversível, com perfil de segurança consolidado mundialmente
Todos esses produtos e técnicas são absorvíveis ou bioestimuladores legítimos, com perfil de segurança estabelecido por anos de uso global, validação científica e respaldo das principais sociedades médicas.
Como saber se o tratamento estético é seguro?
Alguns cuidados são essenciais para evitar qualquer risco:
- Sempre médico: confira o CRM e o RQE (registro de especialista) do profissional
- Sempre em consultório médico — não em sala comercial alugada ou ambiente improvisado
- Sempre com produto original: confira a caixa, o lote e o registro Anvisa
- Sempre com avaliação prévia detalhada — pacote pronto vendido sem consulta é sinal de alerta
- Desconfie de promessas mirabolantes — “resultado imediato e permanente” é um sinal clássico de fraude
- Pesquise reputação — busque dermatologistas com formação reconhecida, avaliações verificadas e posicionamento alinhado com as sociedades médicas
Onde fazer tratamentos estéticos seguros no Rio de Janeiro?
Como dermatologista membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), atendo na Clínica Renata Ralha (RJ) com:
- Atendimento exclusivamente médico, com avaliação detalhada antes de cada procedimento
- Mais de 700 avaliações 5 estrelas verificadas no Google
- Apenas produtos originais e legítimos das marcas mais reconhecidas mundialmente (Galderma, Merz, IBSA, Allergan)
- Protocolos personalizados alinhados com as recomendações do CFM, SBD e SBCP
- Posicionamento ético claro: a Clínica Renata Ralha nunca utilizou e nunca utilizará PMMA para fins estéticos — sempre seguiu as diretrizes das sociedades médicas
- Avaliação estética gratuita para entender o seu caso e desenhar o melhor caminho
Acredito que a paciente merece total transparência sobre o que está sendo aplicado em seu corpo. Cuidar da estética é um ato médico — e exige responsabilidade médica.
Conclusão
A proibição do PMMA estético é uma vitória da medicina baseada em evidências, da ética profissional e da segurança das pacientes. Foi uma decisão tardia diante do número de mortes e complicações graves — mas é uma decisão histórica e correta.
O recado é claro: nenhum resultado estético vale o risco de uma complicação irreversível. Existe um motivo para o CFM, SBD, SBCP e Anvisa atuarem juntos contra o PMMA — e esse motivo é a vida das pacientes.
Se você quer cuidar da imagem com seriedade, existem hoje alternativas seguras, modernas, eficazes e cientificamente comprovadas. Tudo em mãos médicas, com produtos legítimos e dentro de um protocolo personalizado.
Dra. Renata Ralha é dermatologista clínica, estética e capilar, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com formação completa em Dermatologia e Cirurgia Dermatológica. Atua no Rio de Janeiro com foco em rejuvenescimento natural e protocolos personalizados, sempre com produtos legítimos e em conformidade com as diretrizes do CFM, SBD e SBCP. CRM 52-84102-1 RJ | RQE 28115.
Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
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Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
Dra. Renata Ralha é dermatologista clínica, estética e capilar, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com formação completa em Dermatologia e Cirurgia Dermatológica. Atua no Rio de Janeiro com foco em rejuvenescimento natural e protocolos personalizados, sempre com produtos legítimos e em conformidade com as diretrizes das principais sociedades médicas brasileiras. CRM 52-84102-1 RJ | RQE 28115.
Este conteúdo é informativo, baseado em fontes oficiais (CFM Resolução nº 2.461/2026, Diário Oficial da União 02/06/2026) e em veículos de imprensa (Folha de S.Paulo, G1, CNN Brasil, VEJA, Estadão, R7, Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Diário do Nordeste, Poder360, O Tempo). Não substitui consulta médica presencial.
Desde 02 de junho de 2026, com a publicação da Resolução nº 2.461/2026 do CFM no Diário Oficial da União.
Está proibido para uso médico em procedimentos estéticos e reparadores. A única exceção é o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids no SUS, em unidades credenciadas. O CFM solicitou à Anvisa o banimento total da substância do mercado.
Podem ter o registro profissional cassado e responder na esfera ética. Em casos de complicação grave, podem responder também criminalmente.
Não entre em pânico, mas mantenha acompanhamento médico regular. Informe sempre que houver outro procedimento. Fique atenta a sinais como novos nódulos, vermelhidão persistente ou deformações.
A remoção é complexa e geralmente cirúrgica, com riscos próprios. Não existe “antídoto” químico para o PMMA, diferente do ácido hialurônico. Por isso, a prevenção sempre foi — e agora oficialmente é — o caminho seguro.
Para diferentes objetivos: ácido hialurônico, Sculptra, Radiesse, HarmonyCa, Profhilo, Liftera 2 e CoolFase. Para aumento corporal real, cirurgia plástica com cirurgião plástico certificado.
Não. Qualquer oferta de PMMA por médico no Brasil agora é ilegal e antiética. Ofertas de “alternativas similares” sem registro Anvisa são sinal de alerta máximo.
Em consultórios médicos com dermatologista ou cirurgião plástico registrado no CRM, como a Dra Renata Ralha, que usa produtos originais aprovados pela Anvisa, dentro de um protocolo personalizado.
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