Nos últimos anos, o caso de Juju do Pix chamou a atenção nas redes sociais e na mídia por expor, de forma dura e real, as consequências de um procedimento estético realizado de forma irregular. A influenciadora passou por um preenchimento facial clandestino que resultou em deformações graves no rosto, complicações médicas progressivas e necessidade de cirurgias reconstrutivas complexas.
Esse episódio levantou dúvidas importantes que milhares de pessoas pesquisam diariamente no Google, como: o que foi injetado, por que o rosto deformou, se é possível remover, quais os riscos do silicone industrial e como evitar esse tipo de problema.
Neste artigo, explico o caso com base apenas em informações confirmadas por veículos de imprensa confiáveis, trago esclarecimentos médicos e, ao final, faço um alerta essencial para quem pensa em realizar procedimentos estéticos.
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Índice
O que foi injetado no rosto da Juju do Pix?
Em 2017, a influenciadora Juliana Oliveira – conhecida como “Juju do Pix” – submeteu-se a um procedimento estético clandestino para deixar o rosto mais feminino.
Nessa clínica irregular, prometeram usar silicone, mas na verdade injetaram 21 seringas de óleo mineral no rosto dela. (CNN), substância também conhecida popularmente como silicone industrial.
Esse tipo de material:
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Não é aprovado pela Anvisa
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Não é absorvível pelo organismo
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Não deve ser utilizado em nenhum procedimento estético
O problema se agravou porque Juju acreditava estar realizando um procedimento estético seguro, quando, na verdade, foi vítima de uma aplicação clandestina com uma substância proibida.
Por que o rosto da Juju do Pix deformou com o passar do tempo?
Diferente do ácido hialurônico, que é absorvido pelo corpo, o óleo mineral permanece nos tecidos de forma permanente. Com o tempo, o organismo reage tentando “isolar” esse corpo estranho, o que leva a:
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Inflamação crônica
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Formação de nódulos endurecidos (granulomas)
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Fibrose intensa
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Inchaço progressivo
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Alteração do contorno facial
Essas reações não acontecem imediatamente. Em muitos casos, como o da Juju, os sintomas pioram ao longo de meses ou anos, o que gera falsa sensação de segurança no início.
Quais Reações Adversas a Juju do Pix teve no rosto?
Com o passar do tempo, Juju do Pix sofreu deformações progressivas no rosto, acompanhadas de dores e outros sintomas preocupantes.(R7) O óleo infiltrou-se por diferentes camadas do tecido facial, provocando edema crônico, nódulos endurecidos e retrações (encurtamento e enrijecimento) nos tecidos.(Terra)
Essas alterações resultaram em perda do contorno natural do rosto – a face apresentava volumes desproporcionais e assimétricos, completamente diferente do esperado. Além dos danos físicos, Juliana enfrentou grande impacto emocional e social: a aparência deformada dificultou sua vida profissional e ela passou a relatar episódios de depressão e isolamento.
Sem conseguir emprego devido à sua condição, ela recorreu às redes sociais em busca de ajuda financeira – foi assim que ganhou o apelido “Juju do Pix”, por pedir pequenas doações via Pix para custear uma cirurgia reparadora.
Silicone industrial ou óleo mineral podem ser removidos do rosto?
Por se tratar de um material permanente e proibido, não existia “dissolução” possível para remover o óleo mineral do rosto de Juju. Diferentemente de preenchimentos absorvíveis (como o ácido hialurônico, que pode ser revertido com enzima hialuronidase), substâncias como óleo ou silicone líquido não têm antídoto nem podem ser aspiradas com facilidade.(Globo)
Substâncias como óleo mineral, PMMA e silicone industrial:
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Não podem ser dissolvidas
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Não podem ser aspiradas com segurança
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Não têm antídoto
A única possibilidade de tratamento é a remoção cirúrgica parcial, que envolve retirar também tecidos comprometidos. Mesmo assim, raramente é possível remover 100% do material, pois ele se infiltra profundamente entre músculos, vasos e nervos.
Por que a cirurgia da Juju do Pix é considerada tão complexa?
O caso é considerado extremamente difícil porque o material:
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Estava espalhado em diferentes planos do rosto
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Estava próximo a nervos e vasos sanguíneos
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Provocou fibrose intensa
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Comprometeu a elasticidade e a circulação da pele
Além disso, retirar material demais poderia causar necrose, que é a morte do tecido por falta de circulação. Por isso, a cirurgia precisou ser feita em etapas, com extrema cautela.
O que foi feito na cirurgia reconstrutiva da Juju do Pix?
Finalmente, em 20 de novembro de 2025, Juju do Pix foi submetida à sua primeira cirurgia reconstrutora orofacial, realizada no Hospital Indianópolis, em São Paulo. O objetivo era remover o máximo possível do óleo industrial e do tecido comprometido pelo produto. Essa cirurgia durou várias horas e demandou planejamento minucioso. Exames de imagem (ressonância magnética) mostravam que o óleo mineral havia se solidificado em partes do rosto, formando verdadeiros fragmentos endurecidos aderidos aos tecidos.
Durante o procedimento, o Dr. Thiago Marra e sua equipe fizeram incisões cuidadosas para retirar as porções de pele e gordura contaminadas pelo óleo.
Segundo o cirurgião, a operação foi muito difícil e precisou ser conservadora: “não podíamos fazer nada muito agressivo nesse primeiro momento… tivemos que afinar a pele o máximo possível, porque, se tirarmos mais, há sério risco de necrose” explicou Marra. (Terra) Ou seja, eles removeram o óleo e o tecido doente até o limite seguro, evitando comprometer a circulação sanguínea da pele restante (o que poderia causar morte do tecido, ou necrose).
A imprevisibilidade do material também representou um desafio – os médicos não sabiam exatamente onde o óleo poderia estar: “Não sabíamos se [o produto] estava no meio do músculo, próximo de nervo ou de vaso sanguíneo”, relatou o cirurgião. Por isso, toda a dissecção foi feita lentamente e com cauterização, sob anestesia local, para controlar qualquer sangramento e preservar estruturas importantes.
Quais foram os resultados após a cirurgia?
Cerca de 50 dias após a cirurgia, Juju do Pix surgiu publicamente exibindo um rosto visivelmente menos inchado e comemorando a recuperação. “Estou ótima”, declarou a influenciadora em um vídeo, já sem as bandagens no rosto e ostentando um semblante aliviado. De acordo com o Dr. Marra, Juju está se recuperando muito bem, surpreendendo positivamente a equipe médica. Ele destacou que a cicatriz cirúrgica evoluiu com ótima qualidade, sem nenhum sinal de necrose, infecção ou outra complicação – um resultado considerável, dado o porte da cirurgia.
Os benefícios já alcançados nessa primeira etapa são animadores. Houve redução impressionante do inchaço nas bochechas e na região da “papada” (queixo/pescoço), o que devolveu parte do contorno facial de Juliana. A abertura da boca melhorou além do esperado, indicando que remover o óleo aliviou a tensão em músculos faciais que antes estavam restritos.
Observa-se novamente definição na linha da mandíbula e um semblante mais harmônico no geral, embora ainda haja edema (inchaço) residual normal do pós-operatório. Esse é apenas o primeiro resultado, frisou o médico, lembrando que o processo de cicatrização e acomodação dos tecidos continua em andamento – o resultado final mesmo dessa cirurgia inicial só deverá ser visto entre 6 meses e 1 ano depois.
A Juju do Pix vai precisar de novas cirurgias?
Sim. De acordo com os próprios médicos:
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Ainda há material residual no rosto
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Algumas regiões não puderam ser tratadas na primeira cirurgia
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A assimetria facial precisa de novos ajustes
Esses casos normalmente exigem múltiplas cirurgias reconstrutivas, com intervalos longos entre elas para permitir cicatrização segura.
Quais são os riscos de procedimentos estéticos feitos de forma ilegal?
Esse tipo de situação pode causar:
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Deformações permanentes
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Fibrose e nódulos dolorosos
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Necrose da pele
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Infecções graves
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Migração do material para outras áreas
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Danos emocionais e psicológicos profundos
Infelizmente, muitos desses danos não são totalmente reversíveis, mesmo com cirurgia.
Como evitar complicações graves em procedimentos estéticos?
Alguns cuidados são fundamentais:
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Realizar procedimentos apenas com médicos especialistas
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Confirmar se o produto é aprovado pela Anvisa
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Desconfiar de preços muito abaixo do mercado
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Nunca aceitar substâncias sem identificação clara
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Evitar clínicas clandestinas ou promessas milagrosas
Estética é um ato médico, não um serviço comum.
A avaliação médica é essencial para compreender as queixas do paciente, identificar problemas dermatológicos e considerar suas características individuais, como anatomia, tipo de pele e reações a substâncias utilizadas. Com base nisso, é possível determinar as técnicas adequadas para valorizar naturalmente as características do rosto, pele e corpo.
A escolha de um Dermatologista é crucial para realizar uma análise minuciosa das regiões em desarmonia no paciente e determinar as técnicas necessárias, seja aumentando o volume, corrigindo ângulos ou simetria. Com um plano de tratamento personalizado e exclusivo, é possível atender às necessidades específicas de cada paciente respeitando seus limites.
Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
A avaliação médica é essencial para compreender as queixas do paciente, identificar problemas dermatológicos e considerar suas características individuais, como anatomia, tipo de pele e reações a substâncias utilizadas. Com base nisso, é possível determinar as técnicas adequadas para valorizar naturalmente as características do rosto, pele e corpo.
A escolha de um Dermatologista é crucial para realizar uma análise minuciosa das regiões em desarmonia no paciente e determinar as técnicas necessárias, seja aumentando o volume, corrigindo ângulos ou simetria. Com um plano de tratamento personalizado e exclusivo, é possível atender às necessidades específicas de cada paciente respeitando seus limites.
Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
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