🗓️ Atualização Junho/2026: Com a chegada das temperaturas mais baixas, os consultórios de dermatologia registram aumento das queixas de ressecamento, descamação e coceira. Este guia reúne o que a ciência recomenda para atravessar o inverno com a barreira da pele íntegra.
Olá! Sou a Dra. Renata Ralha, dermatologista no Rio de Janeiro, e hoje vamos conversar diretamente sobre aquela sensação de pele repuxada, áspera e descascando que tanto incomoda nos dias frios.
Esse desconforto não é “frescura”: é um sinal real de que a barreira de proteção da sua pele está comprometida. A boa notícia é que, com alguns ajustes simples, dá para reverter o quadro.
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Índice
Por que a pele repuxa e descasca no inverno?
A pele repuxa e descasca no inverno porque o ar frio e seco reduz a umidade do ambiente e acelera a evaporação da água através da pele, um processo chamado perda transepidérmica de água. Somado a banhos quentes e à queda na produção natural de óleo, isso fragiliza a barreira cutânea e gera repuxamento, aspereza e descamação.
Em termos simples: a sua pele perde água mais rápido do que consegue repor. O resultado é aquela sensação de “esticado” logo após o banho e a descamação fina que aparece principalmente no nariz, nas bochechas, nas pernas e nas mãos.
No Rio de Janeiro, mesmo com clima ameno, as frentes frias e o uso de ar-condicionado em ambientes fechados intensificam esse efeito ao longo do dia.
Vale lembrar: cada pele reage de um jeito ao frio, e a intensidade depende do seu tipo de pele, da idade e de condições prévias. Por isso, a avaliação individual orienta o melhor protocolo.
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O que é a barreira cutânea e por que ela “quebra” no frio?
A barreira cutânea é a camada mais superficial da pele, formada por células e lipídios (ceramidas, colesterol e ácidos graxos) que funcionam como um “muro” que retém água e bloqueia agressores externos. No inverno, o frio reduz a produção desses lipídios, e o muro fica com “frestas”, deixando a água escapar.
Quando essa proteção falha, a pele fica mais sensível, vermelha e propensa à coceira. Terminações nervosas ficam mais expostas, o que explica por que pele ressecada coça tanto.
O objetivo de qualquer tratamento de inverno é justamente reconstruir esse muro, repondo lipídios e segurando a água dentro da pele.
Em consultório, é comum o paciente chegar achando que precisa de “mais limpeza”, quando na verdade a pele pede menos agressão e mais reposição da barreira.
Pele seca é o mesmo que pele ressecada?
Não. Pele seca é um tipo de pele, determinado geneticamente, que produz naturalmente menos óleo a vida toda. Pele ressecada é um estado temporário, provocado por fatores externos como frio, vento, banho quente ou produtos inadequados. É possível, inclusive, ter pele oleosa e ressecada ao mesmo tempo.
Essa diferença importa porque muda o tratamento. A pele seca pede cuidado constante e fórmulas mais nutritivas. A pele ressecada pede correção dos hábitos que causaram o desequilíbrio.
| Característica | Pele seca | Pele ressecada |
|---|---|---|
| Origem | Genética, permanente | Externa, temporária |
| Produção de óleo | Baixa o tempo todo | Pode ser normal ou oleosa |
| Solução principal | Nutrição contínua | Corrigir hábitos + repor barreira |
| Pode mudar com a estação? | Piora, mas existe sempre | Surge e melhora conforme o gatilho |
Saber em qual grupo você está é o primeiro passo para escolher os produtos certos.
Qual a forma correta de hidratar a pele no inverno?
A forma mais eficaz de hidratar no inverno é aplicar o hidratante logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida, porque isso ajuda a “selar” a água na pele. Prefira fórmulas mais encorpadas no corpo e específicas para o rosto, e reaplique nas áreas que mais ressecam, como mãos, pernas e lábios.
A hidratação ideal combina três tipos de ativos: umectantes (que atraem água), emolientes (que suavizam) e oclusivos (que impedem a evaporação). No inverno, os oclusivos ganham importância porque o ar seco não fornece umidade para “puxar”.
Beber água ajuda no funcionamento geral do organismo, mas não substitui o hidratante: a hidratação tópica é o que repõe diretamente a barreira.
Cada rosto tem uma necessidade diferente — pele acneica, por exemplo, pede hidratante oil free — então a escolha ideal vem de uma avaliação dermatológica.
Quais ingredientes realmente funcionam contra o ressecamento?
Os ingredientes mais eficazes contra o ressecamento são o ácido hialurônico (atrai e retém água), as ceramidas (reconstroem a barreira), a glicerina e o pantenol (acalmam e hidratam) e a ureia (suaviza áreas mais ásperas). A niacinamida também ajuda a fortalecer a barreira e a reduzir a sensibilidade.
Para os lábios, balms com manteiga de cacau, lanolina ou vitamina E são os mais indicados. Para cotovelos, joelhos e calcanhares, fórmulas com ureia funcionam melhor.
Evite produtos com álcool, fragrância forte e esfoliação em excesso nessa época, pois eles agridem a barreira já fragilizada.
A combinação ideal de ativos depende do seu tipo de pele e de condições associadas, como dermatite. Por isso, “mais produto” não é sinônimo de “melhor resultado”.
Preciso usar protetor solar mesmo no inverno?
Sim. O protetor solar é indispensável no inverno, inclusive em dias nublados, porque a radiação ultravioleta continua ativa e capaz de danificar a barreira da pele e acelerar o envelhecimento. A sensação de que “o sol está fraco” é enganosa e leva muita gente a abandonar a fotoproteção.
A radiação UVA atravessa nuvens e vidros e é a principal responsável pelo fotoenvelhecimento e pelas manchas. Ou seja, pular o protetor no inverno mina qualquer rotina de cuidados.
No Rio de Janeiro, com sol forte durante boa parte do ano, manter a fotoproteção diária é ainda mais importante.
Existem protetores com ação hidratante, ideais para o inverno. A escolha do fator e da textura certos faz parte da avaliação individualizada.
Quais erros pioram a pele ressecada?
Os erros mais comuns que pioram a pele ressecada são: tomar banhos muito quentes e demorados, usar sabonetes detergentes ou muito perfumados, esfoliar em excesso, abrir mão do protetor solar e esperar a pele “pedir” hidratante. Esses hábitos removem o óleo natural e intensificam a perda de água.
O banho quente, em especial, parece reconfortante no frio, mas é um dos maiores vilões: ele dissolve o manto lipídico que mantém a pele protegida.
Prefira água morna, banhos rápidos e sabonetes suaves com pH próximo ao da pele. Pequenas mudanças de hábito costumam ter mais impacto do que trocar de creme.
Cada pele tem um limite de tolerância diferente, então observar como a sua reage é parte essencial do cuidado.
Quando o ressecamento vira sinal de alerta dermatológico?
O ressecamento vira sinal de alerta quando há fissuras profundas que chegam a sangrar, vermelhidão intensa e persistente, coceira que não melhora, descamação excessiva ou quando a pele não responde aos hidratantes após algumas semanas. Nesses casos, é hora de procurar um dermatologista.
Condições como dermatite atópica, psoríase e até alterações sistêmicas (como hipotireoidismo) podem se manifestar como ressecamento intenso. Por isso, a pele que “não melhora” merece investigação.
O diagnóstico correto evita o ciclo frustrante de comprar cremes que não resolvem e direciona o tratamento certo, que pode incluir medicamentos.
Conclusão
A pele que repuxa e descasca no inverno é um recado claro da barreira cutânea pedindo socorro. Com hidratação correta, banhos mais amenos, produtos suaves e fotoproteção diária, é totalmente possível atravessar o frio com a pele saudável e confortável.
Lembre-se de que cada pele tem anatomia, histórico e necessidades únicos. Um protocolo personalizado, feito após avaliação dermatológica, é o que garante resultados reais e seguros — afinal, cuidar da pele é também um ato médico.
Se ficou com alguma dúvida ou deseja agendar sua consulta, entre em contato! Estou aqui para ajudar você a alcançar uma versão mais saudável e natural da sua pele. 😊
Não. Um hidratante adequado ao seu tipo de pele repõe água e lipídios sem causar oleosidade. Peles oleosas devem optar por fórmulas oil free e de textura leve, que hidratam sem deixar a pele pesada.
Em muitos casos, não é o ideal. A pele do rosto é mais fina e sensível, e fórmulas corporais podem ser pesadas ou comedogênicas. Prefira um produto facial específico para o rosto.
Ajuda no funcionamento do organismo, mas sozinha não resolve. A hidratação da barreira acontece principalmente pelo uso de produtos tópicos aplicados na pele.
Com cautela. Esfoliar em excesso piora o ressecamento por agredir a barreira. No inverno, esfoliações devem ser suaves e espaçadas, sempre seguidas de hidratação intensa.
Sim. Manter a umidade do ar entre 30% e 50%, especialmente em ambientes climatizados, reduz a evaporação da água da pele e aumenta o conforto.
Porque o ressecamento pode ter causas diferentes — do clima a doenças de pele e alterações internas. Só a avaliação identifica a origem e define o tratamento mais seguro e eficaz para o seu caso.
A avaliação médica é essencial para compreender as queixas do paciente, realizar um diagnóstico preciso e indicar o protocolo mais adequado para cada caso. Cada pele possui características únicas, e os tratamentos devem ser personalizados para garantir resultados saudáveis e naturais. A escolha de um Dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia é crucial para a segurança e eficácia do seu cuidado.
Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
A avaliação médica é essencial para compreender as queixas do paciente, identificar problemas dermatológicos e considerar suas características individuais, como anatomia, tipo de pele e reações a substâncias utilizadas. Com base nisso, é possível determinar as técnicas adequadas para valorizar naturalmente as características do rosto, pele e corpo.
A escolha de um Dermatologista é crucial para realizar uma análise minuciosa das regiões em desarmonia no paciente e determinar as técnicas necessárias, seja aumentando o volume, corrigindo ângulos ou simetria. Com um plano de tratamento personalizado e exclusivo, é possível atender às necessidades específicas de cada paciente respeitando seus limites.
Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
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