Bastaram poucos minutos no tapete vermelho do Festival de Cannes para que a modelo brasileira Izabel Goulart, 41 anos, se tornasse o assunto da internet. Mas não pelo filme, nem pelo look. As redes se encheram de comentários sobre o rosto dela: internautas opinaram que ela estava quase “irreconhecível”, com frases como “meu Deus, outra pessoa” e “eu nem tinha reconhecido que era ela”.
Como dermatologista, recebi muitas mensagens perguntando “Dra., o que ela fez?”. Então vamos destrinchar, com olhar técnico, o que pode ter mudado, quais fatores causam essas transformações e — no fim — fazer uma reflexão importante sobre o que esse episódio diz sobre todas nós.
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Índice
O que aconteceu com o rosto da Izabel Goulart?
Na pré-estreia do filme “Fjord”, Izabel Goulart apareceu com uma aparência que muitos consideraram diferente do habitual. Internautas opinaram que ela estava quase “irreconhecível”, com comentários como “meu Deus, outra pessoa” e “eu nem tinha reconhecido que era ela”. Enquanto alguns levantaram a possibilidade de procedimentos estéticos, outros cogitaram que a aparência diferente viesse do penteado e da maquiagem feitos para o evento. E aqui está a verdade técnica: as duas hipóteses são plausíveis — e provavelmente é uma combinação de vários fatores. Vamos destrinchar cada um.
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Os fatores que podem mudar um rosto (e o efeito que causam)
Antes de cravar “ela fez procedimento”, é importante entender quanta coisa transforma um rosto sem necessariamente envolver agulha ou bisturi. Cada elemento causa uma impressão diferente no público.
1. Maquiagem: muda formato e proporções
A maquiagem profissional de tapete vermelho é praticamente uma escultura. Com técnicas de contorno, iluminação e sombreamento, é possível:
- Afinar ou alargar o nariz
- Criar a ilusão de maçãs do rosto mais altas
- Marcar e redesenhar o contorno da boca
- Mudar completamente o formato e a profundidade dos olhos
Resultado no público: a sensação de que as proporções do rosto mudaram — quando, na verdade, é puro jogo de luz e sombra.
2. Cabelo e penteado: efeito lifting nas têmporas
Esse é um detalhe que poucos percebem, mas faz enorme diferença. Um cabelo preso para trás e para cima estica a pele da região das têmporas, criando um verdadeiro efeito lifting temporário.
Resultado no público: olhos mais “puxados”, sobrancelhas mais elevadas, rosto mais fino e contornado. É um falso lifting que vem só do penteado.
3. Iluminação e ângulo da foto
Lentes de câmera, flash, iluminação de evento e o ângulo em que a foto é tirada distorcem proporções de forma impressionante.
Resultado no público: a mesma pessoa pode parecer “outra” em duas fotos tiradas no mesmo dia, no mesmo evento, com minutos de diferença.
4. Perda ou ganho de peso
Mudanças de peso aparecem primeiro no rosto. A perda de gordura facial afina o rosto, evidencia a estrutura óssea, marca mais a mandíbula e pode mudar a aparência dos olhos e bochechas.
Resultado no público: um rosto mais magro pode parecer “diferente” ou até mais velho ou mais jovem, dependendo da pessoa.
5. Procedimentos não cirúrgicos
Aqui entram tratamentos como toxina botulínica, preenchimentos e bioestimuladores. A toxina botulínica, por exemplo, pode elevar a cauda da sobrancelha (efeito “fox eyes” ou brow lift), abrindo o olhar e mostrando mais a área da pálpebra.
Resultado no público: sobrancelha mais alta, olhar mais “aberto”, expressão diferente.
6. Procedimentos cirúrgicos
Cirurgias como blefaroplastia (pálpebras), lifting de sobrancelha ou lifting facial alteram a estrutura de forma mais permanente — elevando sobrancelhas, expondo mais a pálpebra e redefinindo contornos.
Resultado no público: mudança mais marcante e duradoura na leitura do rosto.
Por que a sobrancelha muda tanto a leitura do rosto?
Esse é o ponto técnico mais fascinante de todos. A sobrancelha é considerada uma das características mais importantes para o cérebro humano reconhecer uma pessoa — em alguns estudos, até mais relevante que os próprios olhos.
Por isso, quando a sobrancelha muda de posição — seja por maquiagem, por um penteado que estica a têmpora, por toxina botulínica ou por cirurgia — a leitura inteira do rosto se transforma. É exatamente o que pode ter acontecido nas fotos de Cannes: sobrancelhas mais elevadas, área da pálpebra mais visível, contorno da boca mais marcado.
Então, o que mudou no rosto da Izabel Goulart?
A resposta honesta de uma dermatologista: não dá para cravar por uma foto, e nem é nosso papel fazer isso. O que se observa nas imagens são sinais — sobrancelhas mais elevadas, pálpebra mais aparente, boca mais marcada — que podem vir de maquiagem, penteado, peso, procedimentos ou de uma combinação de tudo isso.
A verdadeira questão: por que exigimos explicações?
Aqui está o que mais me incomoda como médica e como mulher. A velocidade com que Izabel Goulart virou alvo de análise revela algo sobre a nossa época: o rosto feminino virou objeto de vigilância coletiva.
Qualquer mudança — real ou aparente — dispara a mesma reação em cadeia: comparação, especulação e a cobrança implícita de uma justificativa pública. Como se a mulher devesse satisfação ao mundo sobre o próprio rosto.
E ela não deve. O rosto é dela. O processo é dela. O tempo é dela.
O espelho dos outros não pode ditar o seu valor
Trabalho com estética todos os dias. Acredito profundamente no poder de um bom tratamento para a autoestima de uma paciente. Mas faço questão de dizer uma coisa que parece contraditória vindo de uma dermatologista:
Nenhum procedimento do mundo conserta uma autoestima que depende da aprovação alheia.
O caso da Izabel Goulart é um lembrete poderoso. Se uma das mulheres mais bonitas do planeta, top model internacional, vira alvo de “quase não reconheci” em questão de minutos, o problema nunca foi o rosto dela. É a régua impossível que criamos para todas as mulheres.
A pessoa que tem segurança e confiança em si mesma não se deixa abalar por essa enxurrada de opiniões. Não porque seja blindada, mas porque entende que a validação que importa vem de dentro — não da seção de comentários.
Cada processo é único — e isso vale para tudo
Seja autocuidado, envelhecimento, mudança de peso, escolha de fazer ou não fazer um procedimento: cada processo é único e pessoal.
Como dermatologista, meu papel nunca é dizer a uma paciente “você precisa mudar isso”. É escutar o que ela quer, entender o que faz sentido para o rosto e a vida dela, e oferecer o melhor caminho — sempre respeitando o tempo, os limites e os objetivos de cada uma.
Algumas pacientes querem prevenir. Outras querem tratar. Outras querem apenas entender melhor a própria pele e não fazer nada — e isso também é uma escolha legítima e linda.
Envelhecer não é um problema a ser corrigido. É um processo a ser vivido — com ou sem ajuda da dermatologia, do jeito que cada mulher escolher.
O papel saudável da dermatologia estética
A dermatologia estética séria não existe para “consertar defeitos” nem para encaixar mulheres em um padrão. Existe para:
- Ajudar quem quer se sentir bem com a própria imagem
- Cuidar da saúde da pele (que vai muito além da estética)
- Oferecer informação real, contra mitos e pressões irreais
- Respeitar o tempo e a escolha de cada paciente
- Promover naturalidade, não transformação forçada
Quando uma paciente chega ao meu consultório, a primeira conversa nunca é sobre “o que vamos fazer”. É sobre o que ela sente, o que a incomoda (ou não) e o que ela realmente deseja
Uma reflexão final
O episódio de Izabel Goulart em Cannes não deveria ser sobre o que mudou no rosto dela. Deveria ser sobre o que precisa mudar em nós — na nossa pressa de julgar, comparar e exigir explicações sobre o corpo das mulheres.
A maior tecnologia antienvelhecimento que existe é uma autoestima que não depende de aprovação. E essa, nenhuma clínica vende — mas toda mulher pode construir.
Se você quer cuidar da sua pele, faça por você. No seu tempo. Do seu jeito. Com leveza, informação e, se quiser, com o acompanhamento de um médico que respeite a sua individualidade acima de qualquer padrão.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica presencial. As referências à modelo Gisele Bündchen são baseadas em informações públicas e em recomendações gerais da dermatologia estética moderna para pacientes nessa faixa etária. A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação dermatológica individual.
Publicamente, não. A Gisele nunca declarou abertamente fazer procedimentos estéticos injetáveis. O que ela compartilha são os hábitos de estilo de vida e a rotina simples de skincare. É direito dela manter privacidade sobre o que faz no consultório.
Funciona como base, sim — e ela própria reconhece que começou a cuidar cedo. Mas, para sustentar a firmeza e a densidade da pele aos 45 anos com naturalidade, a dermatologia moderna oferece tecnologias que fazem enorme diferença.
Sempre dá tempo. Os 40 são uma idade de ouro para protocolos de manutenção e estímulo de colágeno. Quanto mais cedo se começa, melhor — mas começar aos 40 ou 45 ainda entrega resultados excelentes.
Sim, com planejamento médico. O segredo está nos intervalos corretos e na sequência adequada de procedimentos. Combinar CoolFase + Liftera + Sculptra + skincare é exatamente o protocolo que entrega resultado consistente.
Sim, com planejamento. O segredo está nos intervalos corretos entre procedimentos, definidos na consulta. Combinar Liftera + bioestimulador + toxina + skincare é exatamente o tipo de protocolo que entrega resultado expressivo e natural.
Procure um médico dermatologista com RQE em dermatologia, com experiência em protocolos integrados e que conheça as tecnologias mais atuais (não só preenchimento). A diferença entre um plano bem desenhado e um mal indicado aparece — literalmente — no rosto.
A avaliação médica é essencial para compreender as queixas do paciente, identificar problemas dermatológicos e considerar suas características individuais, como anatomia, tipo de pele e reações a substâncias utilizadas. Com base nisso, é possível determinar as técnicas adequadas para valorizar naturalmente as características do rosto, pele e corpo.
A escolha de um Dermatologista é crucial para realizar uma análise minuciosa das regiões em desarmonia no paciente e determinar as técnicas necessárias, seja aumentando o volume, corrigindo ângulos ou simetria. Com um plano de tratamento personalizado e exclusivo, é possível atender às necessidades específicas de cada paciente respeitando seus limites.
Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
A avaliação médica é essencial para compreender as queixas do paciente, identificar problemas dermatológicos e considerar suas características individuais, como anatomia, tipo de pele e reações a substâncias utilizadas. Com base nisso, é possível determinar as técnicas adequadas para valorizar naturalmente as características do rosto, pele e corpo.
A escolha de um Dermatologista é crucial para realizar uma análise minuciosa das regiões em desarmonia no paciente e determinar as técnicas necessárias, seja aumentando o volume, corrigindo ângulos ou simetria. Com um plano de tratamento personalizado e exclusivo, é possível atender às necessidades específicas de cada paciente respeitando seus limites.
Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
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