Nos últimos anos, a conversa sobre preenchimento mudou.
Antes, o apelo estava em lábios maiores, maçãs mais projetadas e rostos com aparência mais “preenchida”. Agora, o que vem ganhando força é o movimento oposto: menos excesso, mais naturalidade visual, mais respeito à estrutura facial individual.
Essa mudança não surgiu do nada.
Ela foi alimentada por três fatores principais:
- arrependimento com resultados exagerados
- maior exposição de casos nas redes sociais
- amadurecimento estético do público, que começou a perceber que rejuvenescer não é o mesmo que inflar o rosto
Foi nesse contexto que várias famosas passaram a falar abertamente sobre dissolução de preenchimento.
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Por que tantas famosas estão dissolvendo preenchimento agora?
A resposta curta é esta: porque a percepção de beleza mudou.
Hoje, muitas pacientes já não querem um rosto que “pareça feito”. Elas querem um rosto descansado, harmônico e coerente com a própria anatomia. A Vogue registrou esse movimento de “filler fatigue”, com menos interesse em volume chamativo e mais procura por ajustes discretos.
Além disso, algumas mulheres começaram a relatar publicamente que:
- sentiam que já não se reconheciam
- perceberam excesso só depois de olhar fotos antigas
- queriam voltar à própria estrutura óssea
- sentiram que o resultado ficou artificial ou pesado
Esse discurso aparece de forma muito clara em relatos de celebridades que optaram por dissolver preenchimentos recentes ou antigos.
Dissolver preenchimento significa que o procedimento é ruim?
Não.
Isso é importante. A dissolução não significa que o preenchimento com ácido hialurônico seja um procedimento ruim. Significa que ele é um recurso médico que precisa ser bem indicado, bem planejado e bem executado.
A hialuronidase, enzima usada para dissolver preenchedores de ácido hialurônico, é reconhecida como ferramenta essencial tanto para corrigir intercorrências quanto para reverter resultados insatisfatórios, como excesso, assimetria, efeito artificial, nódulos ou migração.
Ou seja, o problema não é “o preenchimento existir”.
O problema costuma estar em:
- indicação errada
- exagero de volume
- repetição sem critério
- técnica inadequada
- aplicação por profissional sem domínio anatômico
- falta de visão global do rosto
Especialistas citados pela Vogue reforçam que grande parte dos resultados ruins vem de erro de posicionamento ou do uso excessivo de produto.
O que está por trás dessa tendência de dissolução?
1. Cansaço do rosto exagerado
Termos como “pillow face” se popularizaram justamente para descrever rostos excessivamente volumizados, com perda de contorno natural. A Vogue apontou que esse imaginário ajudou a alimentar a virada cultural contra o excesso.
2. Busca por naturalidade visual
A estética atual valoriza mais o “parecer bem” do que o “parecer preenchida”. Isso não significa abandonar procedimentos, mas usá-los com mais critério, menos volume e mais sofisticação.
3. Maior consciência sobre proporção facial
Muitas pacientes perceberam que copiar lábios, zigoma ou mandíbula de outra pessoa quase nunca funciona bem. Cada rosto tem estrutura óssea, espessura de pele, dinâmica muscular e envelhecimento próprios.
4. Correção de excessos antigos
Em vários casos, a dissolução não acontece porque a pessoa “mudou de ideia”, mas porque quer corrigir acúmulos, migração, resultado pesado ou uma sequência de procedimentos que tirou a leveza do rosto.
Quais famosas falaram publicamente sobre dissolver preenchimento?
Alguns nomes com maior repercussão no Brasil já falaram publicamente sobre retirar, reverter ou reduzir preenchimentos por excesso, arrependimento ou busca de um visual mais leve.
Scheila Carvalho
Scheila Carvalho é um dos exemplos mais fáceis de reconhecer para o público brasileiro. Em 2024, foi noticiado que ela decidiu remover ácido hialurônico do rosto após perceber impacto na mobilidade e na naturalidade das expressões. Esse caso ganhou repercussão justamente por representar essa mudança de estética: menos excesso e mais leveza facial.
Gkay
Gkay também entrou nessa conversa de forma muito mais próxima da realidade brasileira recente. Em 2025, ela falou publicamente sobre exagero em procedimentos e sobre a decisão de remover ácido hialurônico do rosto após perceber que tinha passado do limite. O relato ganhou força porque toca em um ponto importante: às vezes a pessoa só percebe o excesso depois que perde a referência do próprio rosto.
Gabi Martins
Gabi Martins é outro nome conhecido do público brasileiro que já comentou arrependimento com preenchimento, especialmente em áreas como boca e queixo. Em entrevistas e publicações, ela disse que sentiu que passou um pouco da conta e relatou processo de reversão e perda gradual do efeito, voltando a um visual que considerava mais próximo dela.
Kylie Jenner
Mesmo não sendo brasileira, Kylie Jenner talvez seja uma das figuras mais reconhecidas pelo público daqui quando o assunto é preenchimento labial. Em 2018, ela respondeu publicamente que tinha se livrado de todo o filler, e esse momento teve impacto enorme porque partiu justamente de uma celebridade associada à popularização desse tipo de procedimento. Por isso, ela funciona bem no texto como referência internacional de grande reconhecimento popular.
O que esses casos têm em comum?
O ponto em comum não é que o preenchimento “deu errado” em todos os casos. O que aparece com força nesses relatos é outra coisa:
- excesso percebido com o tempo
- perda de naturalidade
- desconforto com a própria imagem
- vontade de recuperar traços mais fiéis ao rosto original
O problema não é o preenchimento em si, e sim quando ele é feito sem medida, sem estratégia e sem respeito à individualidade facial.
Quando o procedimento respeita anatomia, proporção, espessura da pele, movimento facial e objetivo real da paciente, o resultado tende a envelhecer melhor.
O preenchimento sempre precisa ser dissolvido quando fica exagerado?
Nem sempre. Depende de fatores como:
- produto utilizado
- região tratada
- quantidade aplicada
- tempo desde a aplicação
- presença de assimetria, migração ou nódulos
- impacto estético no rosto como um todo
Quando o preenchimento é de ácido hialurônico, a hialuronidase pode ser usada para dissolução parcial ou total. Revisões recentes destacam que ela é uma ferramenta importante tanto em situações eletivas quanto em intercorrências e complicações.
Mas dissolver também é ato médico. Não deve ser tratado como algo banal ou automático.
Como evitar um resultado exagerado?
Alguns princípios fazem diferença:
- evitar pressa
- não tratar o rosto por partes isoladas
- não copiar boca, queixo ou malar de outras pessoas
- preferir construção gradual
- respeitar idade, estrutura óssea e características da pele
- entender que rejuvenescimento não é sinônimo de volume
A discussão pública atual sobre dissolução reforça justamente isso: pacientes estão mais cautelosas, mais informadas e mais interessadas em equilíbrio do que em transformação evidente.
O futuro é não fazer mais preenchimento?
Não necessariamente.
O que parece estar acontecendo não é o “fim do preenchimento”, mas o fim do exagero como ideal.
Especialistas ouvidos pela Vogue dizem que os fillers continuam em uso, porém com outra proposta: menos volume, mais finesse, mais ajuste e mais associação com outras estratégias, como lasers, radiofrequência, ultrassom e tratamentos de estímulo de colágeno.
Isso faz sentido porque envelhecimento facial não é só perda de volume.
Também envolve flacidez, alteração de ligamentos, qualidade de pele, reabsorção óssea e mudança de contorno. Se tudo for tratado apenas com seringa, a chance de pesar a face aumenta.
Conclusão
O aumento de famosas dissolvendo preenchimento não deve ser lido apenas como moda.
Ele revela uma mudança mais profunda.
As pessoas estão cansadas do excesso. Estão mais críticas ao rosto artificial. E estão entendendo que beleza bem tratada não é aquela que chama atenção para o procedimento, mas a que respeita identidade, proporção e individualidade.
O melhor caminho não é seguir o que uma atriz, cantora ou influenciadora fez.
É entender o que faz sentido para o seu rosto.
Porque preenchimento pode ser muito bem-vindo quando há indicação, técnica e medida. Mas, quando a lógica vira exagero ou repetição sem estratégia, a correção acaba entrando em cena.
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Por que tantas famosas estão dissolvendo preenchimento?
Principalmente por mudança de estética. O rosto excessivamente volumizado perdeu força, enquanto cresceu a busca por resultados mais discretos e naturais.
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Dissolver preenchimento quer dizer que ele deu errado?
Não necessariamente. Às vezes é correção de excesso, migração ou assimetria. Em outros casos, é apenas uma decisão estética de voltar a um visual mais leve.
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Todo preenchimento pode ser dissolvido?
Não. A dissolução com hialuronidase é usada para preenchedores à base de ácido hialurônico.
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Hialuronidase é segura?
Ela é uma ferramenta importante e amplamente usada, mas exige avaliação médica e técnica adequada, porque também tem riscos e indicações específicas.
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O que é mais importante antes de fazer preenchimento?
Escolher um profissional com domínio anatômico, senso estético, critério de indicação e capacidade de dizer “menos” quando necessário. Isso reduz o risco de exagero e de arrependimento posterior.
A avaliação médica é essencial para compreender as queixas do paciente, identificar problemas dermatológicos e considerar suas características individuais, como anatomia, tipo de pele e reações a substâncias utilizadas. Com base nisso, é possível determinar as técnicas adequadas para valorizar naturalmente as características do rosto, pele e corpo.
A escolha de um Dermatologista é crucial para realizar uma análise minuciosa das regiões em desarmonia no paciente e determinar as técnicas necessárias, seja aumentando o volume, corrigindo ângulos ou simetria. Com um plano de tratamento personalizado e exclusivo, é possível atender às necessidades específicas de cada paciente respeitando seus limites.
Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
A avaliação médica é essencial para compreender as queixas do paciente, identificar problemas dermatológicos e considerar suas características individuais, como anatomia, tipo de pele e reações a substâncias utilizadas. Com base nisso, é possível determinar as técnicas adequadas para valorizar naturalmente as características do rosto, pele e corpo.
A escolha de um Dermatologista é crucial para realizar uma análise minuciosa das regiões em desarmonia no paciente e determinar as técnicas necessárias, seja aumentando o volume, corrigindo ângulos ou simetria. Com um plano de tratamento personalizado e exclusivo, é possível atender às necessidades específicas de cada paciente respeitando seus limites.
Dra. Renata Ralha Dermatologista Clínica, Estética e Capilar , CRM: 52-84102-1 RJ, RQE N°: 28115
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